Faltam engajar os conselhos na estratégia de sustentabilidade das empresas

A participação dos conselhos de administração na elaboração de ações de sustentabilidade por parte de empresas é essencial para o sucesso dos esforços das companhias nesse tema – mas a maioria ainda não é capaz de engajar os conselheiros no assunto, segundo um estudo global do Boston Consulting Group (BCG).

O estudo foi realizado pelo BCG em parceria com a MIT Sloan Management Review e o Pacto Global da Organização das Nações Unidas. Foram entrevistados mais de 2.500 gestores de empresas da Europa, Américas, Ásia, África e Oceania.

A maior parte dos respondentes (86%) considera que os conselhos deveriam ter um papel significativo nos esforços das empresas em sustentabilidade.

Discrepâncias aparecem de outras formas no alto escalão das companhias que participaram da pesquisa. Embora tenha crescido nos últimos quatro anos o número de empresas que dizem que a sustentabilidade está entre as prioridades da alta gestão – eram 46% em 2010 e 65% em 2014 -, caiu a percepção de que os CEOs estão comprometidos com a causa. No mesmo período, houve diminuição de 9% nessa resposta.

Caiu também em 1% o uso do cargo chief sustainnability officer (diretor de sustentabilidade) nas organizações e, em 2%, o alinhamento de resultados relacionados à sustentabilidade com incentivos financeiros.

Por outro lado, cresceu em 15% a capacidade de reportar resultados ligados à sustentabilidade, bem como o uso de indicadores e métricas operacionais (aumento de 6%) e pessoais (5%) pelas empresas.

O estudo destaca ainda que, na opinião de 90% dos respondentes, a melhor forma de incorporar a sustentabilidade ao negócio é por meio da colaboração com outras organizações. No entanto, apenas 47% já trabalham dessa forma em projetos ligados ao tema.

Fonte: Revista Valor Econômico.